Resumo
A Weingut Prinz, em Hallgarten, é uma das ascensões mais notáveis do Rheingau. O que Fred Prinz começou em 1991 como atividade secundária, com meia dúzia de parcelas, é hoje uma casa familiar com certificação biológica de cerca de 12 hectares e uma referência fixa da região. Cerca de 90 por cento da área está plantada com riesling, completada por pinot noir, sauvignon blanc e traminer. Desde 2005 a casa pertence ao VDP.Rheingau e desde 2009 trabalha com certificação biológica. O estilo é direto, fresco e muito ligado à origem: do riesling de entrada até às raridades doces da vinha Jungfer, que despertaram atenção internacional.
História
A história da casa é invulgar para um Rheingau tão apegado à tradição: não começa com uma sede familiar centenária, mas em 1991, com um viticultor que arrancou a tempo parcial e com uma área muito reduzida. Fred Prinz tinha aprendido o ofício, mas não herdou nenhuma quinta – o património cresceu parcela a parcela, colheita a colheita.
O salto chegou mais depressa do que aqueles começos modestos faziam supor. Críticos e distribuidores repararam na nitidez dos vinhos e no seu tom fresco e preciso. Em 2005 a casa foi admitida no VDP.Rheingau – um aval claro da própria região, já que a associação aceita novos membros apenas raramente e após um exame exigente.
Em 2009 veio o passo seguinte: a conversão para a viticultura biológica. Hoje a casa tem certificação biológica da UE e aplica ainda princípios biodinâmicos. Aquele projeto de um só homem é há muito uma empresa familiar: Sabine Prinz sustenta o negócio ao lado de Fred, os filhos Anna e Florian cresceram dentro do trabalho e Florian está hoje fortemente envolvido na direção.
Localização e terroir
Hallgarten é a aldeia vitícola mais alta do município de Oestrich-Winkel e situa-se claramente acima das vinhas junto ao rio, no sopé do Taunus. Essa altitude é uma das chaves do estilo da casa: as noites são mais frescas, o amadurecimento é mais lento e os vinhos mantêm uma estrutura ácida nítida mesmo em anos quentes. Numa época de temperaturas médias em subida, é uma vantagem concreta.
Os solos variam em distâncias curtas, o que explica a amplitude da gama. Na Jungfer domina o quartzito com coberturas de loess argiloso com cascalho – a base de rieslings tensos e minerais. A Schönhell é loess argiloso, em parte arenoso e em parte pedregoso, e dá vinhos algo mais amplos. Já o Hendelberg assenta em xisto azul e verde, ou filito, um solo que favorece sobretudo a pinot noir.
Estilo e filosofia
Fred Prinz resume o seu propósito em poucas palavras: fazer vinho com toda a paixão e com respeito pela natureza. Na prática, isso significa um trabalho rigoroso na vinha – rendimentos reduzidos, enrelvamento, renúncia a produtos de síntese – e uma adega discreta que não sobrepõe a origem.
Os rieslings secos são, por isso, diretos e frescos: fruta nítida, acidez precisa, salinidade em vez de opulência. Não procuram a potência, mas a bebibilidade e a capacidade de guarda. Em paralelo, a casa cultiva a longa tradição do Rheingau nos vinhos doces de Prädikat: Auslese, Beerenauslese e Trockenbeerenauslese, que nos bons anos estão entre as garrafas mais reconhecidas internacionalmente. A pinot noir do xisto do Hendelberg é o contraponto tinto, também orientado para a finura e não para a força.
Vinhas e vinhos conhecidos
A gama segue a pirâmide do VDP: do vinho da casa aos vinhos de aldeia, aos vinhos de vinha e aos Grosses Gewächs. Entre as vinhas mais importantes contam-se:
- Hallgartener Jungfer – VDP.Grosse Lage, quartzito com loess argiloso; origem do Grosses Gewächs e das célebres Auslesen doces
- Hallgartener Schönhell – VDP.Grosse Lage sobre loess argiloso; também com Grosses Gewächs
- Rüdesheimer Berg Schlossberg, Hattenheimer Nussbrunnen e Erbacher Marcobrunn – pequenas parcelas em algumas das vinhas mais famosas do Rheingau
- Hallgartener Hendelberg – VDP.Erste Lage sobre xisto, base da pinot noir
- Hallgartener Frühernberg e Hattenheimer Schützenhaus – vinhas VDP.Erste Lage
Distinções
A evolução da casa reflete-se nos guias: o Eichelmann atribui à Weingut Prinz 4 estrelas e o Gault&Millau 3 cachos. No plano internacional, o maior eco coube ao Hallgarten Jungfer Riesling Auslese Goldkapsel de 2015, pontuado com 100 pontos por James Suckling – uma nota máxima que no vinho alemão é dada muito raramente. Também os vinhos de vinha secos recebem com regularidade classificações elevadas do Falstaff e da imprensa especializada internacional.
