Resumo
A Sartori di Verona (oficialmente Casa Vinicola Sartori) é uma adega familiar com história no coração da Valpolicella, a norte de Verona, no Vêneto. Foi fundada em 1898 por Pietro Sartori, que comprou a sua primeira vinha em Negrar – hoje a quarta geração dirige a casa com Andrea Sartori. A Sartori é conhecida sobretudo pelos potentes e aveludados Amarone della Valpolicella de uvas passificadas, com o grande vinho Corte Brà à cabeça. A gama completa-se com Valpolicella Ripasso, Recioto e o branco Soave da casta Garganega. Mais de 80 por cento da produção segue para mais de 50 países – o que faz da Sartori um dos embaixadores mais conhecidos do mundo do vinho veronês.
História
A história da Sartori começa em 1898. Pietro Sartori explorava em Verona uma taberna muito frequentada por comerciantes, negociantes e empresários da região. Para poder servir aos seus clientes um bom tinto veronês de forma fiável, comprou a sua primeira vinha própria em Negrar, no núcleo montanhoso da Valpolicella. Com essa vinha – em redor da futura Villa Maria – ficaram lançados os alicerces da adega.
Ao longo de mais de 120 anos, quatro gerações da família entrelaçaram tradição e renovação. O pequeno negócio tornou-se uma casa que leva os vinhos típicos de Verona por todo o mundo. Hoje está ao leme a quarta geração com Andrea Sartori, bisneto do fundador. Abriu a adega, modernizou a gama e ampliou de forma contínua a exportação, sem perder de vista a histórica Villa Maria e as suas vinhas, que continuam a ser o centro ideal e geográfico da casa.
Localização e terroir
A sede fica em Negrar, um dos municípios clássicos da Valpolicella Classica, nas colinas a norte de Verona. A Valpolicella é uma teia de vales e socalcos de encosta cujos solos ricos em calcário e argila, aliados à boa ventilação, oferecem condições ideais para as tintas principais da região. A altitude e a proximidade do lago de Garda geram acentuadas amplitudes térmicas entre o dia e a noite, que dão às uvas aroma e frescura.
Em redor da Villa Maria encontra-se a vinha histórica Corte Brà, que dá o nome ao grande vinho homónimo. Para os vinhos da Valpolicella é também importante a parcela única Montegradella. Além disso, a casa obtém uvas de outras zonas de Verona – incluindo a vizinha área de Soave e a região do lago de Garda, berço da branca Garganega. Os valores exatos de área própria variam conforme a fonte; é certo que a Sartori dispõe tanto de vinhas próprias como de uma ampla rede com acesso a uvas de qualidade das melhores zonas veronesas.
Estilo e filosofia
No centro está o método do appassimento, típico de Verona: após a vindima, as uvas tintas são secas durante vários meses em caniços ou em caixas, perdendo água e concentrando açúcar, cor e aromas. Dessas uvas passificadas nasce o Amarone – um tinto fermentado até ficar seco, potente, com elevado teor alcoólico e notas de fruta seca, cereja, chocolate e especiarias.
A Sartori domina todo o teclado da Valpolicella: do Valpolicella leve e frutado ao Ripasso – em que o vinho jovem fermenta uma segunda vez sobre as películas do Amarone e ganha mais estrutura – até ao doce Recioto. Para o branco, a casa aposta no Soave de Garganega. Uma particularidade é o branco Ferdi, um vinho seco de Garganega parcialmente passificada que transpõe a ideia do appassimento para o vinho branco. Durante muitos anos, o reputado enólogo consultor Franco Bernabei moldou o estilo – com o objetivo de produzir vinhos potentes mas equilibrados e com capacidade de guarda.
Vinhas e vinhos conhecidos
A gama vai do vinho do dia a dia acessível ao grande Amarone de guarda. Entre os vinhos e as vinhas mais conhecidos contam-se:
- Corte Brà – Amarone della Valpolicella Classico (Riserva) da vinha em redor da Villa Maria; o vinho-bandeira da casa
- Montegradella – um Valpolicella Classico Superiore da parcela única homónima
- Amarone e Ripasso da linha Valpolicella Classico em vários estilos
- Recioto della Valpolicella – a especialidade doce da região, igualmente de uvas passificadas
- Soave Classico e o branco Ferdi de Garganega passificada
Essa amplitude faz da Sartori um dos embaixadores mais versáteis dos estilos veroneses – do fresco e leve ao denso e opulento.
Prémios
Os vinhos da Sartori di Verona são regularmente comentados e premiados na imprensa especializada internacional. Em especial o Amarone Corte Brà alcança de forma consistente pontuações elevadas – por exemplo na Wine Enthusiast e noutras provas em torno dos 90 pontos. Graças à exportação mundial para mais de 50 países, a casa conquistou um lugar firme como produtor fiável e definidor de estilo da Valpolicella. As pontuações e medalhas concretas variam, como é natural, de colheita para colheita; a continuidade ao longo de quatro gerações e a presença internacional são, porém, consideradas a verdadeira marca da casa.
